Fumantes
Ela acendia um cigarro atrás do outro. Estava ansiosa. Queria saber logo de tudo. Mas não soube, claro que não soube. Antes engasgou com uma tragada e perdeu o fôlego num acesso de tosse e consciência. “Me fudi”, pensava ela.
Ele, cansado de pensar no que as pessoas achavam dele, ia fumando calmo e feliz. Mas a cada trago, uma estrela a menos no olho, um pouco mais de sono. E assim, quando uma calçada qualquer acenou para ele, ele atendeu, se aninhou e dormiu.
[Jansen]