A não-pergunta
A pergunta é clichê, mas nunca menor: como descobrir que conheceu a pessoa da sua vida?
Voce a faz todos os dias quando acorda. Se aquela ao seu lado é a correta, se ela é a definitiva, se ela é a única, a que vai fazer com que você suspire todos os dias e deseje o cheiro dela em você para sempre.
Mas não há como saber. Ou melhor. Há. O que não há como saber é a razão [razão = o que faz daquela pessoa a pessoa da sua vida].
Se bem que não é de razão que falo, falo de como descobrir que conheceu a pessoa da sua vida. Não há motivo para acreditar que é impossível encontrar esse tipo de conexão, assim como não há motivo para crer que aquela seja a única.
A pessoa da sua vida é aquela que te motiva a melhorar? Que te faz acordar no meio da noite para enfrentar uma insônia? Para quem você oferece sua atenção ao fim de um dia complicado? É para quem você decide melhorar, mudar? Talvez. São pistas, possibilidades.
Para mim, a dúvida é a maior resposta. “Será se encontrei a pessoa da minha vida?”. Se você se pergunta isso, qual o motivo para achar que encontrou? Esse tipo de arbitrariedade [seja tomar café ou comer caramelos, como diria Will Hunting, seja encontrar a pessoa da sua vida] só tem sentido se for involuntária, sem questionamentos.
Encontrar a pessoa da sua vida é exercitar a certeza, é a não-pergunta.
[Jansen]